18 de agosto: dia nacional de greves, lutas, mobilizações e paralizações contra a PEC 32
quinta-feira, 19/08/2021 16:26Servidores e a população brasileira se uniram para dizer: não à PEC 32!
O dia 18 de agosto foi um marco histórico para o funcionalismo público brasileiro. Entidades sindicais de todo o país realizaram uma mobilização unificada do Serviço Público, em conjunto com a população, para lutar contra a Reforma Administrativa (PEC 32/2020). O SINDOJUS/MG, representante do oficialato de justiça mineiro, fez presença na manifestação realizada na Praça Afonso Arinos, em Belo Horizonte/MG, para combater a PEC 32 – que ameaça severamente a categoria dos Oficiais de Justiça. Com este ato, Servidores(as) expectam o surgimento da centelha necessária para a explosão de uma greve geral de todos(as) os(as) trabalhadores(as) para derrotar a nefasta proposta em sua iminente votação.
“A PEC 32 – PEC da rachadinha – é um retrocesso. O Servidor Público, concursado, não tem medo de cumprir uma ordem judicial; já um Servidor indicado por um político, não o cumprirá, caso seja contra a vontade política. O Servidor Público não tem medo (…) Não à PEC da rachadinha!” – Eduardo Rocha, Diretor Geral do SINDOJUS/MG.
As mobilizações e atos em todo o país foram um recado ao Parlamento – que carrega consigo a responsabilidade social e humanitária de votar não à essa proposta do governo.
O dia de luta, greve e mobilizações foi realizado em mais de 90 cidades brasileiras, com a união de trabalhadores(as) do serviço público e da iniciativa privada. As capitais estaduais tiveram grande destaque em mobilizações no decorrer no dia. Em Brasília, no período da manhã, trabalhadores(as) deram início às manifestações com um grito de resistência; em Salvador, mais de cinco mil pessoas foram às ruas; em Fortaleza, manifestantes mandaram o recado aos deputados federais ao som de: “não vote contra o povo, se votar não vai voltar”; em Campinas, Trabalhadores da MRV, em greve há 36 dias, caminharam até o Largo do Rosário, cruzando a cidade para denunciar a intransigência patronal e a perda de direitos no governo Bolsonaro; entre vários outros.
O grande destaque foi em Alagoas, onde ocorreu uma concentração em frente à casa do Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).
A forte mobilização nas ruas também foram refletidas nas redes sociais. Logo nas primeiras horas do dia, as hashtags #18ADiaDeLuta e #SosServiçoPúblico já estavam entre os assuntos mais falados no Twitter e outros atos para barrar a alteração na Constituição já estão sendo divulgados.
Servidores(as) Públicos(as) demonstram sua força em Belo Horizonte/MG
Em Minas Gerais, foi realizado atos conjuntos entre sindicatos municipais, estaduais e federais em Belo Horizonte, Ouro Preto, São João del Rei e São Lourenço, com participação do SINDOJUS/MG na capital mineira. O empenho das atividades tiveram o objetivo de conscientizar a população dos perigos que pairam sobre todos(as).
Durante o ato, foi realizada uma carreata partindo da mesma localização. Líderes sindicais manifestaram repúdio à PEC e foi exposto à população os(as) Deputados(as) que votam a favor do desmonte do Serviço Público, assim como faixas, cartazes, carros de som, balões, entre outras formas de comunicação.
A manifestação pôde trazer à tona a verdade sobre essa nefasta proposta para a sociedade e obter seu apoio nesta luta.
De forma assertiva e segura, com a utilização de EPI’s contra a Covid-19 e uma participação parcial das categorias, o Serviço Público foi às ruas demonstrar a sua força e importância.
A luta vai continuar!
A PEC 32 promoverá o fim dos Serviços Públicos gratuitos e será o marco regulatório da corrupção. Esse absurdo ameaça tirar direitos básicos como saúde e educação para brasileiros(as) mais necessitados. Esse absurdo precisa ser parado!
Com a expectativa de votação do texto pelo plenário até o fim de agosto, a pressão nos Deputados(as) deve ser intensificada! O SINDOJUS/MG conclama a categoria para permanecer mobilizada, virtual e presencialmente, contra esse retrocesso.
Pressione os(as) Deputados(as) a votarem contra a Reforma Administrativa. Envie mensagens pelo Facebook, Twitter, Instagram e WhatsApp. Acesse o site “Na pressão” – uma ferramenta na qual estão listados os nomes dos deputados que são contra, indecisos e a favor da PEC 32.
Neste momento tão conflituoso, precisamos, mais do que nunca, da união de todos(as)!
:: Acesse o site e pressione os(as) Senadores(as). Clique aqui ::
6 motivos para se opor à Reforma Administrativa
1 – Os principais afetados são usuários do sus e escolas públicas
A PEC 32 é uma reforma antipovo. Com a redução dos funcionários, os mais afetados serão os mais pobres e humildes que precisam ser atendidos por estes serviços.
2 – A Reforma não tem fundamentação científica
O governo carimbou os estudos que fundamentam a reforma administrativa como ‘sigilosos”. Ora se a reforma é tão boa assim, por que os estudos não são são publicados para todos verem?
3 – Fim da estabilidade abre porteira para corrupção
Com fim da estabilidade, políticos poderão demitir funcionários que denunciarem esquemas de corrupção ou se recusarem a facilitá-los. Assim, escândalos como as negociações de vacinas superfaturadas nunca seriam investigados.
4 – Fim dos concursos vai transformar máquina pública em cabide de empregos
Sem concursos, as nomeações de parentes e amigos ficarão cada vez mais comuns. Além de prejudicar o atendimento, essa prática beneficia a famigerada rachadinha, quando um funcionário devolve parte do seu salário para seu padrinho político se manter no emprego.
5 – Permite que serviços que são obrigação do estado como saúde e educação sejam realizados por empresas privadas
Um exemplo de serviço público que é ofertado pela iniciativa privada é o transporte coletivo, que é caro e de péssima qualidade. Já pensou se a escola do seu filho ou o posto de saúde começa a funcionar pela mesma lógica do serviço de Ônibus?
6 – Não combate privilégios
A reforma administrativa não afeta políticos, juízes, procuradores e militares. Justamente o setor que acumula os tais privilégios. Por outro lado a PEC 32 vai atingir em cheio os professores, profissionais de saúde, segurança pública e assistência social. Servidores que já possuem salários baixos e tem sua profissão desvalorizada.
#UnidosSomosMaisFortes #SindicatoForte #VocêNãoEstáSó
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